O professor Pedro H. Villas Boas Castelo Branco , coordenador do Laboratório de Estudos Políticos de Defesa e Segurança Pública (LEPDESP), em conjunto com a pesquisadora Carina Barbosa Gôuvea (UFPE), publicou um artigo de opinião no portal Focus.jor. O texto analisa a creacente militarização da política brasileira, em um contexto em que regimes democráticos, no Brasil e no mundo, sofrem com o declínio da confiança nas instituições democrático-liberais.
A ampliação do emprego dos militares em funções domésticas tem a propensão de provocar o desequilíbrio das relações civis-militares. Ao atuarem com regularidade fora das funções tradicionais da Defesa em regimes democráticos, como é caso da dissuasão contra ameaças externas, a corporação militar tende a se dedicar cada vez mais à manutenção e maximização de benefícios corporativos políticos que resultam de seu emprego contínuo nas atividades mais variadas, que vão da atuação na segurança pública ao fornecimento de água em regiões remotas. Pion-Berlin apresenta outra forte tendência: à medida que o governo se torna cada vez mais dependente das Forças Armadas para executar políticas públicas internas, há o aumento da propensão a visualizar os problemas a partir da perspectiva bélica militar também no estágio de formulação de políticas. Os problemas, portanto, passam a ser enquadrados de forma a favorecer a solução militar, a militarização da política.
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