ABCP divulga estudo de Fabiano Santos, Bruno Schaefer e Shamira Rossi

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A Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) destacou em seu portal de divulgação científica, o PUBLICABCP, o estudo The Impact of State Public Debt on the Electoral Performance of Governors in Brazil (1998-2022), de autoria dos professores do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política do IESP-UERJ, Fabiano Santos e Bruno Marques Schaefer, e de Shamira Rossi Machado, mestre pelo Programa. A publicação Atraso no pagamento de salários gera punição severa nas urnas, aponta pesquisa, traz uma síntese dos principais objetivos, da metodologia, dos resultados e das conclusões do projeto de pesquisa.

O objetivo central da pesquisa é investigar a relação entre as políticas fiscais e o desempenho eleitoral, analisando especificamente como a dívida pública estadual influencia o sucesso de governadores e de seus sucessores políticos no Brasil. A tese apresentada pelos autores sustenta que a dívida gera dois efeitos políticos distintos, dependendo do momento em que ocorre. Em uma fase inicial, o endividamento pode ser utilizado como estratégia para ampliar a margem de manobra do governador, promovendo o crescimento econômico e consolidando sua base eleitoral.

Leia a matéria na íntegra na página do PUBLICABCP.

O estudo foi publicado orginalmente em 2025 , em inglês, em artigo na revista Desafios, editada pela Facultad de Estudios Internacionales, Políticos y Urbanos da Universidad del Rosario (Colômbia).

Neste artigo, investiga-se o impacto eleitoral da dívida pública, com foco na relação entre as políticas fiscais e o desempenho eleitoral dos governadores no Brasil. Com base em dois estudos empíricos realizados nos estados brasileiros, argumentamos que a dívida pode ter dois efeitos políticos distintos, dependendo de quando ocorre. Em um primeiro momento, a dívida pode ser utilizada pelos governadores como estratégia para ampliar sua margem de manobra, promovendo o crescimento econômico e consolidando sua base eleitoral. No entanto, à medida que a dívida piora e as medidas de austeridade são implementadas, como o atraso no pagamento dos salários do funcionalismo público, o efeito sobre o desempenho eleitoral dos governadores tende a ser negativo. Testamos essas hipóteses utilizando dados relativos aos juros acumulados da dívida pública estadual e os resultados eleitorais dos governadores em exercício e seus sucessores. Os resultados indicam que, nas fases iniciais do endividamento, os governadores são recompensados nas urnas, mas, à medida que as crises fiscais se agravam e as políticas de austeridade são implementadas, os governadores sofrem severas punições eleitorais, especialmente nos municípios mais dependentes da Administração Pública.

Leia o artigo original completo na Desafíos, vol. 37, n.2

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