O curso propõe deslocar o foco analítico do tratamento da crise climática como fator externo que incide sobre um mundo do trabalho previamente constituído para as relações ecológicas que tornam possível a própria realização e reprodução do trabalho. Partindo da concepção marxiana do trabalho como metabolismo entre sociedade e natureza e dialogando com contribuições da ecologia marxista, da ecologia política latino-americana e do ecofeminismo, o curso testará a viabilidade do conceito de crise ecológica do trabalho.
A ideia é investigar a hipótese de que a crise climática não constitui apenas um problema ambiental que afeta o trabalho, mas uma crise das próprias condições ecológicas que sustentam a atividade laboral e a reprodução da vida social, abrindo caminho para uma sociologia ecológica do trabalho.
Baixar ementa em PDF